Crédito, débito ou app?

Mercado brasileiro de pagamentos mobile mostra expansão; China é um dos gigantes do setor

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Por Pedro Henrique Tavares

Cinco trilhões de dólares. Esse é o montante de transações dos pagamentos via mobile na China. O valor, registrado no primeiro trimestre de 2017, supera em duas vezes o mesmo período do ano anterior. E, para se ter uma ideia do tamanho do negócio no país asiático, os gastos representam cerca de 45% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês. Sozinhas, as movimentações digitais chinesas são aproximadamente 2,5 vezes superiores ao PIB total do Brasil.

Apesar dos milhares de quilômetros que separam Ásia e América, a realidade observada na China serve de espelho para o que deve acontecer no Ocidente nos próximos anos. O Mobile World Congress 2017 mostrou que estamos entrando em uma nova era. Executivos da área apontam que cada vez mais vendedores estão começando a usar a mobilidade para redefinir toda a experiência de compra, da descoberta, passando pela compra em si até a entrega.

Mais do que facilitar as transações, plataformas como o YOU App alavancam outro elemento importante da experiência de compra: o relacionamento. É um processo que aproxima quem compra e quem vende, através de uma tecnologia que facilita a comunicação e fideliza o consumidor.

Divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o relatório “Economia da Informação 2017” traz dados mais concretos. Conforme a pesquisa, os métodos digitais estão substituindo as transações online com cartões de débito e crédito, que chegavam a mais de 50% a nível global. No entanto, as previsões dão conta de uma fatia menor já em 2019: 46%.

Entretanto, essa transição ainda é considerada gradual e deve acontecer, num primeiro momento, dentro de países desenvolvidos. No Brasil, o aumento da venda de smartphones é um indicativo promissor para o mercado mobile. Um estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que, até o final de 2017, o país terá um aparelho por habitante. O dado supera a quantidade de computadores pessoais (desktops), com quatro máquinas para cada cinco brasileiros.

O aparecimento das Fintechs – empresas do setor financeiro que utilizam novas tecnologias –  também devem alavancar o mercado tecnológico brasileiro. No ano passado, o setor faturou R$450 milhões no país. De acordo com a FintechLab, são 247 iniciativas que, juntas, receberam mais de R$1 bilhão em investimentos. Além disso, segundo a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), a internet e os dispositivos móveis cresceram bastante no que diz respeito a transações financeiras: o último dado, de 2015, dá conta de 54 bilhões de movimentações. Dessas, 54% foram digitais. A digitalização da vida financeira já chegou.

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